Google+ Followers

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Seminário

DIA 29/01/09 REALIZOU-SE O 1º SEMINÁRIO DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO DF.
EDUCAÇÃO, TRABALHO E SAÚDE NA REALIDADE DAS TRAVESTIS E DAS/DOS TRANSEXUAIS DO DISTRITO FEDERAL.

ORGANIZADO POR ELOS, COM O APOIO DA ABGLBT,FEDERAÇÕES LGBTT E CUT.
E CONTOU COM DIVERSOS NOMES DE RENOMADO VALOR DENTRO DA MILITÂNCIA E DO GOVERNO. ENTRE ELES:

DR PERLY CIPRIANO – Subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos -SEDH/PR

MARDEN MARQUES – MS

DR CESAR MELO – Subsecretário de Cidadania SEJUS-GDF

BERENICE BENTO - AUTORA E PESQUISADORA

DEPUTADA ERIKA KOKAY – PT - DF

EVALDO AMORIM – GRUPO ELOS GLBT-DF

REJANE PITANGA – PRESIDENTE CUT-DF

BARONESA DELAMARY – Representante das Travestis - INTEGRAÇÃO – DF

MARIA LUIZA - Representante das Transexuais - Programa de Transexualização do HUB

JAQUES JESUS - Presidente da Federação LGBT do DF e Entorno

SANDRA MICHELI - Transexual

Onde foi formulada e aprovada a carta com demandas das Travestis e das/dos Transexuais ao Governo do Distrito Federal, Centrais Sindicais, Governo Federal e Ministérios.










Seminário














sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Reportagem do site Mix Brasil


Tá, meu bem? 22/1/2009

Leo Krett, vereadora trans de Salvador, é destaque na revista francesa TêtuPor Redação
Foto: Reprodução/Têtu


A vereadora Leo Krett, trans recém empossada na Câmara Municipal de Salvador, é destaque na edição de janeiro da revista Têtu, principal publicação gay da França.
Em matéria de duas páginas assinada por Jean-Claude Gerez, é traçado um perfil de Leo, desde sua infância, passando pela iniciação sexual aos 15 anos com um vizinho, carreira como bailarina de grupo de música pagode (sic) até sua histórica eleição.
Há ainda declarações de Luiz Mott ressaltando as contradições da situação de homossexuais no Brasil, onde há a maior Parada Gay do mundo e também o recorde de assassinatos de homossexuais.
Leo garantiu que sua primeira ação será no sentido de tirar da gaveta lei municipal de 1990 contra a discriminação, que não seria aplicado na prática. E que buscará dar acesso a cursos de formação a LGBTs de bairros pobres e que lutará contra a prostituição e crimes homofóbicos.
O artigo termina com aposta do repórter de que Leo Krett conseguirá aprovar seus projetos usando não apenas sua energia e sinceridade mas também seu charme. “ Ocuparei minha cadeira de vereadora como sou na vida, sem máscaras nem terno e gravata, vestida com um tailleur elegante e sobretudo bem maquiada” finaliza.
A foto que ilustra a matéria mostra Leo dentro de um banheiro feminino, referência a sua polêmica declaração de que usaria os sanitários para mulheres da Câmara.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Reportagem do Portal da Imprensa

"A matéria abaixo, já foi tema de uma de nossas oficinas de teatro popular. E vale também como uma bandeira de guerra, contra toda a hipocrisia dos nossos meios de comunicação." Paulo Dantas

Telejornalismo é inseguro para cobrir a temática gay, diz pesquisa
Uma das questões principais da reprodução da desigualdade está no fato de os telejornais não separarem sexo de gênero
Portal Imprensa
Da Redação
Enquanto a cidade de São Paulo se prepara para receber, no próximo dia 25, milhões de pessoas para a Parada do Orgulho Gay - com mobilização do comércio, da rede hoteleira, de agências de viagens e de empresas de entretenimento e lazer - a mídia impressa e eletrônica ainda é tímida na hora de dar espaço para a temática gay.
A constatação é do jornalista, historiador e professor Irineu Ramos, que, em sua dissertação de mestrado, analisa as reportagens que os telejornais das TVs abertas fizeram da Parada Gay de 2007, e que agora completam um ano.
"O jornalismo eletrônico deixa transparecer uma forte insegurança na hora de cobrir os eventos e os fatos gerados pelo acontecimento da Parada paulista. Tanto que é incapaz de relatar questões subjetivas do mundo homossexual", diz Ramos. Para o pesquisador, os telejornais tornam-se prisioneiros de temas-chavão e, com isso, produzem um gay que pouco tem a ver com a realidade.
Para explicar melhor a questão da identificação desses temas, o jornalista efetuou a clipagem (captura de imagens) de todas as reportagens das TVs abertas envolvendo a Parada de 2007, no período compreendido entre cinco dias antes da festa (a preparação) e dois dias após (o rescaldo). Nesse espaço de tempo, a Parada Gay foi notícia 48 vezes.
"Os telejornais praticamente ignoraram os aspectos relacionados à sub-cultura gay (o que daria subsídios e condições para uma discussão junto com a sociedade) e prenderam-se apenas em questões concretas, como o faturamento do comércio, a lotação dos hotéis e as ocorrências policiais envolvendo punks, roubos de celulares e assassinato de um turista francês, por exemplo", diz.
Ramos explica que ignorar toda a realidade humana de um segmento da sociedade - reduzindo este universo social a uma fonte de renda para o comércio - é estabelecer fronteiras que delimitam categorias sociais e culturais: "deixar de lado a diversidade que compõe o mundo homossexual é estabelecer regras de conduta e produzir mais desigualdade".
Uma das questões principais da reprodução da desigualdade está no fato de os telejornais não separarem sexo de gênero. "Isto é uma forma hegemônica de ver o mundo. A TV não consegue transmitir gêneros sociais sem estabelecer vínculo com o comportamento sexual", comenta. A falta dessa distinção faz com que o telespectador não consiga entender a diferença entre um e outro. Com isso, acaba reproduzindo conceitos preconceituosos.
Países como os Estados Unidos dispõem de entidades organizadas para reduzir o preconceito sexual na mídia. Em Los Angeles, por exemplo, a Gay and Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD), instituição especializada na atuação junto aos meios de comunicação contra a difamação sexual é chamada por diretores de programas de televisão de cinema para identificar se determinado projeto de filme ou entretenimento tem cunho preconceituoso.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ensaios do teatro GLBT


Anexo do Roteiro de Teatro Popular (GLBT) (04)

1ª experiência de Teatro Foro

Observações e experiências desenvolvidas

Foi comandado aos participantes que formassem duplas e criassem uma mini-peça do universo GLBT com duração mínima de cinco minutos, em quatro situações propostas abaixo:
No ônibus
No trabalho
Na escola
Em casa
Dinâmica: a peça era encenada normalmente uma primeira vez, e logo em seguida era encenada novamente com a participação do público (participantes da oficina e pessoas que estavam assistindo a aula). A participação do público se deu da seguinte forma, a partir da segunda apresentação as pessoas falavam “stop”, a cena parava e a pessoa falava o que estava errado na cena, e a mudança que pretendia operar dentro da peça.

1ª cena: no ônibus uma garota conversa com sua amiga ( e essa amiga é somente representada, não há presença física da mesma), sobre seu relacionamento afetivo e amoroso com outra garota, no banco de trás um passageiro fica irritado com a conversa e começa a ofender as duas garotas. Xingando-as de sapatão e demonstrando grande homofobia. A 1ª garota tenta desconversar e aceitar os insultos do homem, que não para de ofende-la e não a deixa descer no seu ponto.
Número de alterações: 1
Tempo: 15 minutos
Alteração: a amiga da garota ganha corpo e voz e reage contra seu antagonista. (mudança sugerida por Samantha, participante da oficina).
Desfecho: violência física entre antagonista e a amiga da garota.

2ª cena: no trabalho dois funcionários estão conversando na hora do almoço, até que o telefone do rapaz toca, ele atende e começa a conversar com outra pessoa de sexo até então não identificado. O rapaz desliga o telefone e se despede falando: tchau Daniel te amo! O outro funcionário se assusta e começa a recriminar e a ameaçar a integridade física do rapaz, por conta da sua orientação sexual.
O rapaz tenta disfarçar mas não consegue se livrar de seu antagonista, que até mesmo joga fora sua marmita e chama um terceiro elemento para ajuda-lo a divulgar a orientação sexual do rapaz e a constrange-lo até o ponto do mesmo ir embora.
Número de alterações: 3
Tempo: 25 minutos
Alteração: uma copeira aparece e recrimina o antagonista, o chefe aparece e recrimina o antagonista, o filho do antagonista aparece e assume que é homossexual. Todos vão resolver o problema no escritório do chefe.
Desfecho: sem punição aparente a qualquer um dos envolvidos.


3ª cena: pai lendo a bíblia junto a mãe, a mãe resolve chamar o filho que está no quarto a participar da leitura. Quando a mãe chega ao quarto do filho, o encontra se maquiando e com roupas femininas. Cria-se uma grande confusão e no decorrer da mesma o filho é expulso de casa.
Número de alterações: 4
Tempo: 35 minutos
Alteração: no quarto está escondido o namorado do filho que enfrenta os antagonistas, chega o obrero, o obrero desqualifica aquele tipo de relacionamento entre homossexuais. Chega o filho do obrero que revela ser gay.chega o namorado do obrero que o desmascara na frente de todos. O filho revolta-se com o alcoolismo e o jogo (vícios secretos) do pai e o fato do filho sustentar sozinho o lar.
Desfecho: O filho, o namorado do filho, o filho do obrero e o namorado do obrero demonstram toda a hipocrisia contida no lar “cristão” e os quatro saem juntos pra balada.

4ª cena: chega um professor (gay) substituto e tenta ministrar uma aula. O mesmo encontra um antagonista diferente (gay e negro) e os dois travam uma batalha verbal sem sentido um desqualificando o outro sistematicamente.
Número de alterações: 11
Tempo: 50 minutos
Alteração: entra o diretor da escola, quatro alunos, dois policiais, um promotor de justiça, o pai do aluno, o professor titular e um ativista GLBT.
Desfecho: Todos são orientados a resolverem seus conflitos e não serem preconceituosos. O aluno foi expulso, o professor foi preso, o pai foi expulso da escola.


Considerações finais:
Todos participaram da aula, modificaram a estrutura da apresentação, contudo continuaram com alguns preconceitos velados ou explícitos. Foi uma boa ponte entre os medos, conflitos e possíveis soluções.