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quinta-feira, 28 de maio de 2009

NOTA da Federação LGBT do DF

A Federação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
(LGBT) do Distrito Federal e Entorno (composta por suas afiliadas, os
grupos ACOS - Ações Cidadãs em Orientação Sexual; AGLUCS - Associação
de Gays e Lésbicas Unidos das Cidades Satélites; Elos - Grupo LGBT do
Distrito Federal; Integração - Grupo LGBT do Recanto das Emas; e
Núcleo LGBT da Federação de Mulheres Unidas de Brasília e Entorno) e a
Associação da Parada do Orgulho LGBTS de Brasília reuniram-se na
quinta-feira, dia 30 de abril de 2009 e decidiram firmar parceria.

A parada previamente programada para o dia 7 de junho, abrindo o
Projeto "Paradas da Diversidade LGBT das Cidades do Distrito Federal",
organizada e realizada pela Federação LGBT DFE, será substituida pela
12a. Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, com data prevista para o dia
19 de julho, organizada e rezalizada pela Associação da Parada do
Orgulho LGBTS de Brasília e apoiada pela Federação LGBT DFE.

Permanecem as datas das demais Paradas das regiões administrativas do
DF: Sobradinho, dia 26 de julho - realização Grupo Elos; Ceilândia,
23 de agosto - realização AGLUCS; Gama, 13 de setembro - realização
Grupo Amizade; e Recanto das Emas, 27 de setembro - realização Grupo
Integração; todas apoiadas pela Federação LGBT do DF e Entorno, com
abertura na 12a. Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, no dia 19 de
julho.

No material publicitário das Paradas realizadas pelas entidades que
compõem a Federação LGBT DFE e na parada realizada pela Associação da
Parada do Orgulho LGBTS de Brasília constarão as logomarcas das
organizadoras (Federação LGBT DFE e Associação da Parada do Orgulho
LGBTS de Brasília) e divulgação das datas de realização das Paradas do
DF.

O presente comunicado visa sanar dúvidas quanto à organização e
realização desses importantes eventos de cidadania e reforçar que o
movimento social LGBT do Distrito Federal e Entorno atua com
responsabilidade para que nossa população seja valorizada em sua
diversidade.


Subscreve esta:

JAQUES JESUS
Presidente da Federação LGBT do DF e Entorno

Afiliadas:
ACOS - Ações Cidadãs em Orientação Sexual
AGLUCS - Associação de Gays e Lésbicas Unidos das Cidades Satélites
Elos - Grupo LGBT do Distrito Federal
Integração - Grupo LGBT do Recanto das Emas
Núcleo LGBT da Federação de Mulheres Unidas de Brasília e Entorno

Mobilização

Psicóloga ROZANGELA ALVES JUSTINO será julgada dia 29 de maio em Brasília.

A psicóloga Rozangela Alves Justino será julgada na próxima sexta-feira (29 de maio) pelo Conselho Federal de Psicologia. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e os 71 profissionais de psicologia de diferentes Conselhos em todo o Brasil que entraram com uma representação, contra a psicóloga, no Conselho Regional de Psicologia da 5ª. Região, jurisdição no estado do Rio de Janeiro, tendo como base o desrespeito, no entender da entidade e os demais profissionais, à resolução CFP 01/99 e ao Código de Ética Profissional do Psicólogo, identificando 34 itens que justificam o pedido de cassação do registro profissional.

De formação religiosa evangélica, Rozangela, desenvolve programas de 'reversão' e/ou 'resgate' da homossexualidade à heterossexualidade" e esforça-se em estabelecer associações entre o "homossexualismo" e a prática de abuso sexual da criança e do adolescente, a pedofilia, como também a "transformação do certo em errado" nas áreas da política, economia, educação, saúde, em todos os segmentos sociais, recorrendo a argumentos que têm como pano de fundo elementos religiosos e bíblicos. Tem sido notória a atuação militante da psicóloga contra qualquer lei que atenda aos direitos de homossexuais, em específico o projeto-de-lei nº. 122/2006, que criminaliza a discriminação por gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.


Veja o que diz o Conselho Federal de Psicologia
O CFP, por meio da Resolução nº 01/99, estabelece que:
Art. 1° – Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão, notadamente aqueles que disciplinam a não-discriminação e a promoção e bem-estar das pessoas e da humanidade.
Art. 2° – Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas.
Art. 3° – Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica


CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP
Endereço: SRTVN – Qd 702, Ed. Brasília Rádio Center, Conj. 4024,
Brasília-DF CEP 70.719-900
e-mails: federal@pol.org.br; cotec4@bol.org.br; gerenciageral@bol.org.br
Tels: (61) 2109-0100 fax (61) 2109-0150
Site: http://www.pol.org.br
http://www2.pol.org.br/publicacoes/audio_play18.cfm

Segundo Sra. Fabíola do CFP o processo corre em sigilo, conforme resolução 06/2007, disponível no site www.pol.org.br. Apesar do processo não ter horário certo para o julgamento, isso não nos impede de protestarmos em frente do CFP ás 13h. CHAMAMOS TOD@S PARA PARTICIPAR DO MANIFESTO.

"VAMOS COMBATER A HOMOFOBIA EM TODOS OS ESPAÇOS"

VAMOS NOS MOBILIZAR PARA ESTARMOS PRESENTES DIA 29 DE MAIO ÀS 13h!
DIVULGUE, MOBILIZE, EXIJA RESPEITO!

CONTRA A HOMOFOBIA - PELO ESTADO LAICO!

Sérgio Nascimento
Elos LGBT/DF
www.eloslgbt.com.br
. . . . . . .

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Inscrições prorrogadas até 22 de junho

16 de março de 2009
Prêmio Cultural LGBT - 2009


Comunicamos que o Edital CONCURSO PÚBLICO PRÊMIO CULTURAL LGBT 2009 teve seu prazo de inscrição prorrogado por 45 dias (até 22 de junho de 2009), e alguns subitens foram alterados, de acordo com oEDITAL SID/MINC Nº 03, DE 11 DE MAIO DE 2009, publicado hoje no Diário Oficial da União e disponível no seguinte endereço:

https://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=11&data=12/05/2009

As alterações referem-se à abertura de inscrições a pessoas jurídicas de direito público ou privado, nacionais, sem fins lucrativos, de natureza cultural. Ou seja, outros grupos e/ou associações culturais que realizam trabalho de combate à homofobia e de promoção da cultura LGBT, mas que não necessariamente se declaram entidades LGBT ou não possuem essa indicação explicitada em seus estatutos poderão concorrer ao prêmio, desde que se comprometam a investir o recurso oriundo do prêmio em ações de combate à homofobia, caso sejam premiados.

Outra alteração importante é que a obrigação do envio das cópias autenticadas da documentação será imposta somente aos candidatos que venham a ser selecionados. Nesse caso, após o resultado do concurso, as entidades premiadas deverão enviar a documentação obrigatória devidamente autenticada para poder receber o prêmio.

Ressaltamos, ainda, que as inciativas já inscritas continuam participando do concurso e não precisam enviar novamente sua inscrição.

Confira o edital de prorrogação e retificação do edital - LGBT 2009

Edital - prorrogação

Participe!

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural pelo telefone: 61-3316-2336 ou escreva para : lgbt.premio2009@cultura.gov.br

____________________________________________

A SID/MinC esclarece que, no item 1.2 do Edital nº 01, de 16 de março de 2009 - Concurso Público Prêmio Cultural LGBT 2009, a restrição “Não serão aceitos projetos ou iniciativas que tenham sido beneficiados com recursos do Fundo Nacional da Cultura no ano de 2008″, diz respeito aos PROJETOS e não às INSTITUIÇÕES. Nesse sentido, informamos que uma instituição LGBT poderá inscrever qualquer outro projeto que tenha contribuído para o combate à homofobia e para o aumento da visibilidade do segmento LGBT, desde que tal projeto não tenha sido financiado com recursos do Ministério da Cultura no ano de 2008.

Informamos ainda que, para abrir os documentos relativos ao Edital no site do Ministério da Cultura é necessário ter instalado em seu computador o programa Adobe Reader para abrir os arquivos em Pdf. Caso estejam tendo dificuldade para acessar tais arquivos, entrem em contato conosco, pelo seguinte e-mail:lgbt.premio@cultura.gov.br .

______________________________________________

A União, por intermédio do Ministério da Cultura, representado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural - SID, divulga e estabelece normas específicas para abertura de inscrições e realização do Concurso Público Prêmio Cultural LGBT 2009, em observância aos artigos 1º; 2º, 7º e 11º da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, adotada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, em outubro de 2005, e ratificada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2006.

Confira o edital e os anexos:

Edital Prêmio Cultural LGBT 2009

Orientações para preenchimento da ficha de inscrição

Anexo - I - Ficha de inscrição

Anexo - II - Declaração 1

Anexo - III - Declaração 2

Anexo - IV - Recurso da fase de habilitação

Anexo - V - Recurso da fase de seleção


Mais informações: (61) 3316 2336 / lgbt.premio2009@cultura.gov.br

Publicado por Geisa - Observatório dos Editais
Categoria(s): INSCRIÇÕES ABERTAS, Inscrições Abertas
Tags: Editais e Premiações, Edital LGBT 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

VI Seminário Nacional pela Cidadania GLBT

VI Seminário Nacional pela Cidadania GLBT

Dia: 14 DE MAIO
Hora: 8:30
Local: Plenário 3 - Anexo II - Câmara dos Deputados

08.30 - Abertura

- Representante da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

- Presidente da Comissão de Legislação Participativa

- Presidenta da Comissão de Educação e Cultura

- Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

- Representante da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

- Sra. Yone Lindgren, Coordenadora Política da Articulação Brasileira de Lésbicas - ABL

- Sra. Fernanda Benvenutti, da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais - ANTRA

- Sr. Toni Reis, Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais - ABGLT

10.00 - Cidadania LGBT

Pesquisa sobre homofobia - Gustavo Venturi, Fundação Perseu Abramo

Situação LGBT no Judiciário - Dra. Maria Berenice Dias , IBDFAM

Campanha Não Homofobia - Cláudio Nascimento, Grupo Arco-íris



11.00 - Projetos de Lei

* Criminalização da Homofobia - PLC 122/2006 - Senadora Fátima Cleide
* Nome Social - PLC 072/2007 - Senadora Fátima Cleide
* União Estável (PL 4914/2009) - Deputado José Genoíno e Roberto Gonçale, OAB/RJ

12.30 - Manifestação no Gramado do Congresso Nacional, pedindo a criminalização da homofobia

Promoção:

Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT

ABGLT/Projeto Aliadas

CEPAC - Centro Paranaense da Cidadania

Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados

Comissão de Educação e Cultura

Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Parceria:

Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República

Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde

Articulação Brasileira de Lésbicas - ABL

Articulação Nacional de Travestis e Transexuais - ANTRA

Organização:
Elos - Grupo LGBT do Distrito Federal

segunda-feira, 11 de maio de 2009

EXISTE EX-GAY?

Existe ex-gay? Ex-homossexual? Ex-heterossexual? Ex-viado? Essa é a pergunta primordial para muitos. E a resposta é simples. Pode existir sim, porém, a explicação é complexa e deve ser estudada e compreendida ao pé da letra. Leia tudo com atenção!O principal problema do ex-gay é que, a maioria das pessoas que se dizem serem ex-gays, ex-viado, ex-homossexuais, etc, são pessoas que encaram a homossexualidade como uma doença, perversão ou, no mínimo, um pecado divino que o homem jamais poderia praticar. Em outras palavras, a maioria dos ex-gays assumidos publicamente se dizem “curados” deste mal. E isso é um problema grave pois a homossexualidade não é pecado. Homossexualidade não é um mal. Não é castigo divino e muito menos uma perversão sexual. A homossexualidade, como bem cito no meu livro O Armário com vários exemplos e dados históricos, é apenas uma das várias vertentes da sexualidade humana. Isto é, a homossexualidade é algo natural, aceitável e que deve ser praticado por todos aqueles que sentem tais desejos.Neste caso, reprimir a homossexualidade é negar parte de si mesmo. E muita gente, por estar infiltrado dentro de alguma religião onde ela é - erroneamente - condenada, passa por diversas crises e angústias desnecessárias. Muitas delas se “convertem” e acabam comprando a idéia de que a homossexualidade é uma doença, se livrando deste mal, casando-se com alguém do sexo oposto, tendo filhos e, em muitos casos, tendo uma vida insatisfatória.Este é um ponto. Outro ponto é a variável da sexualidade humana. Conceitos como homossexual, bissexual ou heterossexual foram criados para classificarmos a orientação sexual. Mas ela não é fixa, rígida ou invariável. Ela pode ser mutável. E muito. Por exemplo, hoje um homem casado com uma mulher pode se sentir atraído por outros homens. Assim como sua esposa pode se sentir atraída por outras mulheres em determinado momento de sua vida. Se isso acontecer e um dos dois assumir uma identidade homossexual, podemos dizer que eles agora são “ex-heterossexuais”.O mesmo vale o inverso. Um homossexual pode, em determinado momento de sua vida, se sentir atraído por alguém do sexo oposto naturalmente, isto é, sem ter nenhum conflito com a condeção histórica e religiosa da homossexualidade lhe perturbando a mente. E assim se considerar um “ex-homossexual”. Sem achar que isso foi uma cura, uma conversão ou uma reviravolta a “vida normal”. Afinal, a homossexualidade hoje em dia também entra dentro do padrão da normalidade.Neste ponto de vista, ex-gays e ex-heterossexuais, assim como ex-ex-gays e ex-ex-heterossexuais, também podem existir como identidade criada. Mas também não podem permanecer rígidas. Por exemplo, um ex-gay, que agora é heterossexual, não pode dizer que jamais sentirá novamente desejos sexuais por pessoas do mesmo sexo. Muitos acreditam que não. Se ele já provou algum dia terá no mínimo uma tendência bissexual. O mesmo acontece com um ex-hétero. O que se sabe é que a orientação, por si só, pode ou não ser mudada ao longo da vida. E se ela for mudada, a mudança partirá do íntimo de cada um, isto é, de dentro para fora (e não por terceiros). Existe também aqueles em que a orientação nunca mudará. São pessoas que nascem, crescem e morrem apenas com uma única orientação sexual durante toda a sua vida, sendo totalmente homossexual, heterossexual ou bissexual.Então, quando se fala de ex-gays, deve-se ter em mente que muitos deles, ao aparecerem na mídia, aparecem com um discurso que envolve pecado e condenação. Isto é, eles aparecem e dizem que deixaram a homossexualidade como se abandonassem um vício de drogas. Como se isso fosse realmente uma doença. E isso é errado.A homossexualidade na visão da psicologia, medicina, psiquiatria e várias ciências não enquadradas dentro da área da saúde, como a sociologia ou antropologia, entre muitas outras, sabem que ela não é e nunca será uma doença. Sendo apenas mais uma das expressões naturais e sadias da sexualidade humana.Mesmo porque, alguém já viu alguma reportagem sobre “ex-heterossexuais“? Alguém já viu um ex-heterossexual assumido? Não existem em reportagens (embora existam muitos na vida real, veja como exemplo eu ou os mais de 2 milhões da parada lgbt de São Paulo). Porque a heterossexualidade, historicamente, não foi e ainda é condenada por religiosos como a homossexualidade é. Isso é um ponto importante que todos, inclusive jornalistas que preparam estas matérias de “ex-gays” precisam entender ao criar reportagens que só dividem ainda mais as opiniões da população leiga ao invés de mostrar a realidade: o preconceito (que eles mesmos ajudam a proliferar).Para concluir, ex-gays, ex-homossexuais, ex-viados ou como vocês preferem, existem sim, mas com todas estas ressalvas. Assim como existem ex-heterossexuais que, infelizmente, são esquecidos na mídia. Mais informações entre em contato, visitem o site do meu livro ou deixem suas opiniões por aqui mesmo.
Por Fabrício Viana, autor do livro O Armário (Homossexualidade)
site G1